Secretário da Fazenda do RS falou sobre a situação financeira do Estado

16/07/2015



O secretário da Fazenda do Estado do RS, Giovani Feltes, esteve na Câmara de Vereadores, na segunda-feira (13) após a sessão, atendendo solicitação do vereador Jeferson Wolff (PMDB), para explanar aos parlamentares sobre a situação financeira do Estado do RS e as perspectivas para o futuro. Por mais de uma hora e trinta minutos o secretário explicou minuciosamente como funciona a economia do Estado e como tem sido tratada desde outras gestões. 
Conforme Feltes, o Estado, que tem uma arrecadação de R$ 57,4 bilhões, apresenta hoje um déficit de R$ 5,4 bilhões, o que faz com que o Estado não tenha dinheiro para pagar as contas fixas. O secretário foi claro em dizer que o Estado está "quebrado" e que o sofrimento financeiro irá muito além de 2015, não sendo nada boas as perspectivas para os próximos anos. "As medidas que serão em breve apresentadas na Assembleia Legislativa não são nada simpáticas e não serão bem recebidas pelo povo, mas são estritamente necessárias para amenizar a rombo na economia do Estado", adiantou Feltes.
Indagado pelos presentes, o secretário afirmou que a privatização de órgãos públicos não é a saída para a crise, pois o único órgão que tem valor para o RS é o Banrisul e o Estado já decidiu que o Banrisul se manterá público. "Privatizar o Banrisul amenizaria apenas dois anos de crise, não adiantaria nada", disse ele ressaltando que o Estado está em fase pré-falimentar e que a prioridade do Governado Sartori é tentar reposicionar o RS. 
Quanto a entregar o Estado ao Judiciário, o que também foi questionado pelos presentes, Feltes disse que precisa haver um equilíbrio entre os Poderes e que nenhum pode impor-se sobre os outros, pois isso daria margem para o oportunismo e o aparecimento da ditadura. 
Feltes ainda fez uma breve reflexão sobre o trabalho do Legislativo dizendo que é a casa mais atacada porque é o Poder que mais se expõe, já que o Legislativo representa 100% da vontade popular, enquanto o Judiciário e o Executivo são poderes importantes, mas nunca serão 100% da representação da comunidade. Ele agradeceu a oportunidade de poder estar na cidade explanando sobre a economia do Estado e se colocou à disposição do Município.

Redação/Edição: Tatiana Vasco/Razek Cunha